O Professor Elmo Fernandes gentilmente nos ofereceu as várias expressões culinárias que vieram sendo faladas ao longo dos anos por nossos ancestrais mineiros. Confira as explicações. O texto completo será dividido em 4 posts..
EXPRESSÕES DA CULINÁRIA
A barriga vazia não tem ouvidos, (Quem tem fome fica desesperado; não respeita regras, não ouve conselhos)
A cereja do bolo. (Alguém que se acha mais importante do que é; que quer ser o centro das atenções)
A conversa ainda não chegou à cozinha. (A conversa não tem qualquer relação com quem interferiu no assunto)
A fome é má conselheira. (Pessoas com fome ficam desorientadas e não medem as consequências de suas ações)
A galinha do vizinho é sempre mais gorda. (O que é dos outros parece sempre ter mais valor)
A última bolacha do pacote. (Alguém que se acha mais importante do que é, que quer ser o centro das atenções)
A última Coca-Cola do deserto. (Alguém que se acha mais importante do que é; que quer ser o centro das atenções)
A vingança é um prato que se come frio. (A prática da vingança não vale a pena)
Abelhas sem comida, colmeia perdida. (Se não há alimento não há trabalho)
Acabou-se o que era doce. (Findaram-se as mordomias)
Acabar em pizza. (Final feliz para o que pareceria um desfecho infeliz)
Adoçar a boca. (Agradar, bajular)
Afoga-se mais gente em vinho do que em água. (Bebe-se de forma demasiada)
Água com açúcar. (Bobo)
Água que passarinho não bebe. (Cachaça)
Angu de caroço. (Pessoa de difícil convivência)
Apertado que nem sardinha em lata. (Espremido; por extensão, que passa por uma difícil situação financeira)

Professor Elmo Fernandes é diretor do Curso Opção da cidade de Divinópolis, tem coluna de tira dúvidas de português no Jornal Agora de Divinópolis, consultor de português de emissoras de rádio, professor de universidade e criador do Hino da cidade de Cláudio, cidade onde nasceu e também é sócio proprietário da Pousada dos Azevedo. Professor Elmo também é membro da Academia de Letras de Divinópolis.